Cachaça celebra história da cana-de-açúcar em Campinas

A cachaça 1803, nascida em 2011, a partir de dois carregamentos de 15 mil litros cada de cachaça oriunda de Salinas, em Minas Gerais, remonta ao passado agrícola de Campinas. Seu nome faz referência ao ano que se tem o primeiro registro da produção de cachaça na antiga Fazenda Ponte Alta, então a maior propriedade rural do município. À época, Campinas despontava como um dos principais polos agrícolas do Brasil, com grande produção de cana-de-açúcar. A fabricação de cachaça era comum nos engenhos, mas naquele período passou a ser desenvolvida também como produto destinado à comercialização, ampliando a renda da fazenda.

Mais de dois séculos depois, a Fazenda Estação Salinas, instalada onde antes existia parte da histórica Ponte Alta, retomou essa tradição e ressignificou o ofício de produzir cachaça. Agora, o produto irá representar a cidade em um dos mais tradicionais e respeitados eventos do Brasil voltado à cultura da cachaça: o Festival da Cachaça de Salinas, em Minas Gerais, que será realizado de 11 a 13 de julho.

Sobre o produto

Essa produção seguiu rigorosos critérios de qualidade, com destilação sem o uso da “cabeça” e da “cauda” – partes que podem comprometer o sabor e a pureza da bebida – e foi envelhecida por 14 anos em barris de carvalho francês, anteriormente utilizados para armazenar vinho do Porto.

O resultado é uma cachaça encorpada, de alto padrão, com 48% de graduação alcoólica e características sensoriais únicas. Após anos de maturação, o primeiro engarrafamento ocorreu em 10 de maio de 2025, totalizando 96 litros retirados do Barril 51. Com aroma marcante e sabor refinado, a 1803 é considerada uma verdadeira joia da produção artesanal brasileira.

“A Cachaça 1803 é muito mais do que uma bebida de qualidade. Ela é um símbolo de memória, identidade, resistência e celebração. Representa um elo entre passado e presente, entre tradição e inovação, e reforça o papel da cultura da cachaça como patrimônio imaterial da história brasileira. Ao representar Campinas no Festival de Salinas, a 1803 reafirma o potencial da cidade em valorizar suas raízes e projetá-las com excelência para o futuro”, defende o criador da Cachaça 1803, Carlos Andriani.

Campinas e Salinas – cidades-irmãs

A participação no festival conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campinas e também carrega um forte simbolismo. A cachaça 1803 se une à tradicional cachaça Havana para celebrar os laços institucionais entre Campinas e Salinas, fortalecidos a partir de Lei Municipal (lei 14.363 de 22 de agosto de 2012), que reconheceu oficialmente o status de cidades-irmãs. Essa união valoriza as raízes culturais comuns, o papel histórico da cana-de-açúcar na economia brasileira e a relevância das duas cidades no cenário nacional — Salinas pela tradição na produção da melhor cachaça do Brasil e Campinas como centro de conhecimento e tecnologia no agronegócio.

“A irmandade entre Campinas e Salinas vai muito além de um título simbólico. Ela fortalece nossa identidade cultural e abre caminhos concretos para o turismo de experiência. Levar a Cachaça 1803 ao Festival de Salinas é apresentar ao Brasil a história de Campinas, capacidade de inovação e compromisso com as tradições. É um convite para que mais pessoas conheçam Campinas por seus sabores, sua memória e sua hospitalidade”, defende do diretor de Turismo da Prefeitura de Campinas, Eros Vizel.

Campinas, inclusive, é sede do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), fundado em 1887 e que desde o século XIX se dedica a pesquisas sobre a cana-de-açúcar e outras culturas que moldaram a economia brasileira. Ao longo dos anos, a cidade deixou de ser apenas produtora agrícola para se tornar polo de inovação e desenvolvimento científico, sem perder o vínculo com sua origem.

Com informações da assessoria de imprensa
Foto: Fimino Piton

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