Em um terreno ocioso, localizado no Jardim Florence, nasceu uma horta que atualmente conta com uma variedade de 160 plantas cultivadas, entre hortaliças, árvores frutíferas, temperos, medicinais e Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), todas orgânicas. Um trabalho exemplar, digno de reconhecimento! Os 15 agricultores responsáveis pelos 1.550 m² de área produtiva foram premiados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), na categoria “Iniciativas que Promovem a Alimentação Saudável e a Inclusão Social e Produtiva nas Cidades”.
O projeto, nascido em dezembro de 2022 vai além do plantar, mas também passar conhecimento adiante, bem como difundir a ideia de que manter uma alimentação saudável é possível e viável. Para tanto, tem um acordo de cooperação entre a Fundação FEAC e a Prefeitura Municipal de Campinas, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e de Assistência Social (SMDAS).
“Este reconhecimento nacional reforça o papel de Campinas como referência em políticas públicas que unem segurança alimentar, sustentabilidade e inclusão social. O projeto mostra que, quando o poder público, a sociedade civil e a comunidade trabalham juntos, é possível transformar territórios e criar oportunidades para todos”, afirmou Vandecleya Moro, secretária municipal de Desenvolvimento e Assistência Social de Campinas.
Cultivo de mais de 160 variedades de plantas
Atualmente, a área de plantio é de aproximadamente 1.550 m², com expansão significativa em 2024 por iniciativa comunitária. São cultivadas mais de 160 variedades de plantas e, somente em 2024, foram plantadas mais de 5.300 mudas e sementes, compostadas mais de 3 toneladas de resíduos orgânicos e produzidos mais de 160 litros de biofertilizante.
O projeto beneficiou diretamente cerca de 350 pessoas, entre o grupo fixo da horta, vizinhos que participam da compostagem comunitária, compradores, visitantes ocasionais, participantes do Programa Mão Amiga e estudantes e professores de escolas públicas em visitas educativas.
Além da produção de alimentos, os agricultores atuam como agentes de resiliência climática, oferecendo serviços ambientais essenciais para o desenvolvimento de “cidades esponja”, como a melhoria da drenagem do solo, a regulação do microclima e a captura de carbono.
Além da premiação, os agricultores terão suas experiências relatadas em um e-book, que será lançado ainda em 2025.
Foto: Carlos Bassan


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